A diversidade na medicina 💙

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A questão da diversidade na residência médica é uma das pautas mais importantes quando abordamos o panorama da medicina no Brasil. 

Isso porque, assim como em muitas outras áreas, a representatividade em termos de gênero, raça e origem socioeconômica é fundamental para uma medicina mais humanizada, equitativa e de qualidade. 

Portanto, entender a situação atual e projetar os próximos passos é essencial.

Representatividade racial nos cursos de medicina ✊🏿

Segundo a Demografia Médica de 2023, embora a maioria dos estudantes de medicina no primeiro ano ainda seja branca, representando 69,7% em 2019, é notável o aumento de estudantes negros. 

Estes, que englobam aqueles que se autodeclaram pretos e pardos, cresceram de 1.483 alunos em 2010 para 9.326 em 2019.

Ao observarmos especificamente a autodeclaração racial, enquanto o percentual de ingressantes que se declaram pardos subiu de 20,5% em 2010 para 24,7% em 2019, o de pretos diminuiu pela metade, passando de 8,2% para 3,5% no mesmo período.

Em termos de representação em instituições, os números são mais preocupantes em universidades privadas: em 2010, apenas 2% dos ingressantes eram autodeclarados pretos, número que oscilou para 2,2% em 2019.

Apoio social e financiamento estudantil 💸

Para muitos estudantes, o acesso à educação superior e, consequentemente, à residência médica, é marcado por obstáculos socioeconômicos. 

Nas universidades públicas, menos de 20% dos estudantes recebem algum tipo de apoio social, que pode variar de bolsas de estudo a auxílios para moradia, transporte e alimentação.

Quando olhamos para as escolas privadas, observamos que um quarto dos alunos recorre ao financiamento estudantil, seja ele reembolsável (como o Fies) ou não-reembolsável (como o Prouni). 

As mudanças nas políticas públicas ao longo dos anos influenciaram diretamente na forma como esse financiamento é realizado, com uma tendência maior para financiamentos não-reembolsáveis.

Desigualdades regionais e densidade de médicos residentes 🌎

Há uma desigualdade evidente entre as regiões do Brasil no que diz respeito à oferta de vagas de residência médica e à presença de médicos residentes. 

Estados como Maranhão, Amapá e Pará apresentam as densidades mais baixas de médicos residentes do país, o que impacta diretamente na distribuição de médicos especialistas. 

Essas desigualdades internas são cruciais quando pensamos em políticas públicas de saúde e na qualidade do atendimento à população.

Perspectivas de gênero na medicina 👩

As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço na medicina. Projeções indicam que, já em 2024, as mulheres serão a maioria entre os médicos brasileiros.

Esta tendência já era observada desde 2009, e os números são impressionantes: de 2009 a 2022, o número de médicas no Brasil praticamente dobrou.

Ainda, a medicina no Brasil passa por um fenômeno de "juvenização". Em 2035, mais de 85% dos médicos terão entre 22 e 45 anos. E dentro dessa faixa etária, as mulheres representarão mais de 70% dos profissionais até os 40 anos.

Resumão 📜

A medicina brasileira está em transformação. 

A representatividade racial, apesar de crescente, ainda precisa de atenção, assim como as desigualdades regionais em termos de oferta de residência médica. 

Por outro lado, a feminização e juvenização da medicina são tendências claras, mostrando um panorama diferente para o futuro da profissão no país.

Essa diversidade é crucial para uma medicina mais representativa, inclusiva e capaz de atender às diversas necessidades da população brasileira.

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