edição #421

Privado

o grupo de whatsapp não é tão privado quanto parece

⚖️ carreira

o grupo de whatsapp não é tão privado quanto parece

Médica olhando o celular no consultório, entre um atendimento e outro

por amo medicina

O CFM permite o uso do WhatsApp na comunicação médica, mas com limites claros. O Parecer nº 14/2017 admite conversas entre médico e paciente, entre colegas e em grupos fechados de especialistas ou do corpo clínico de uma instituição. As informações trocadas são confidenciais e devem ficar restritas ao grupo. O Parecer nº 37/2026 do CRM-SC reforça que elas não devem circular em grupos recreativos, mesmo quando todos são médicos. Traduzindo, a turma da residência que mistura escala, churrasco e meme não é lugar pra soltar um "olha esse caso". Ter CRM em todos os perfis não transforma conversa informal em discussão clínica protegida.

O escorregão raramente é um vazamento de filme. É a foto da tomografia com o nome no cabeçalho, o print da evolução, o "paciente de 34 anos, vereador aqui da cidade". O Código de Ética Médica veda revelar fato conhecido por causa da profissão, salvo motivo justo, dever legal ou consentimento por escrito do paciente (artigo 73). E o parecer diz que a discussão não pode citar caso clínico identificável. Tirar o nome nem sempre resolve: em cidade pequena, idade, profissão e o motivo da internação às vezes bastam pra todo mundo saber de quem se trata.

Tem ainda quem está no grupo. O parecer prevê que grupos de discussão de casos sejam formados por médicos com registro no conselho; incluir alguém de fora viola o sigilo. Cada participante também responde pelo que publica, então "foi o grupo que comentou" não é defesa. Dado de saúde é dado pessoal sensível na LGPD. E uma imagem pode acabar na galeria ou no backup do celular de alguém, conforme as configurações do aplicativo e do aparelho. Depois disso, o controle já era.

Antes de mandar um caso, vale rodar três perguntas. Esse grupo é fechado e tem finalidade profissional, ou é a turma? Alguém de fora reconheceria o paciente com o que está na mensagem ou na imagem? Todo mundo ali precisa mesmo dessa informação pra cuidar dele? Se bater dúvida, não mande no grupo: use um canal institucional ou uma discussão clínica fechada, com só quem precisa da informação e sem dados que permitam reconhecer o paciente. Discutir caso segue sendo parte de cuidar bem. Só não precisa virar assunto entre o meme e a foto do churrasco.

🩺 especialidade destaque de hoje

medicina esportiva: do iniciante ao atleta de alto rendimento

Card da medicina esportiva: residência de 3 anos, acesso direto

A residência de medicina esportiva tem acesso direto e três anos de formação, segundo a Resolução CNRM nº 47/2021. O programa forma o médico pra reconhecer, prevenir, diagnosticar e tratar afecções clínicas e musculoesqueléticas ligadas ao exercício e ao esporte, em gente sadia ou doente, do iniciante ao atleta de alto rendimento.

O atleta é só parte da história. A matriz de competências também pede prescrição de exercício da infância à senescência, inclusive pra quem tem doença ou restrição, além de avaliar risco cardiovascular do atleta, atuar em evento esportivo e atender urgência pré-hospitalar. Se você curte clínica e musculoesquelético e não quer abrir mão de nenhum dos dois, vale olhar de perto. O Med Escolha 2.0 cruza seu perfil com as 55 especialidades pra mostrar se faz sentido de verdade.

🇧🇷 notícia do brasil

ministério da saúde lança a primeira edição do ver-sus dedicada à equidade racial

Estudantes e residentes da saúde conversando com agente comunitária em frente a uma unidade de saúde

O Ministério da Saúde lançou na terça-feira (3) o edital do VER-SUS Confluências Igualdade Racial, a primeira imersão do projeto com a igualdade racial como eixo central. Serão 180 estudantes e residentes da saúde em cinco dias de vivência: Rio de Janeiro e Pelotas de 30 de novembro a 4 de dezembro, e Fortaleza, Salvador, Itabira e Contagem de 7 a 11 de dezembro. Com 18 facilitadores e 54 profissionais das equipes locais, o total chega a 252 pessoas.

A programação inclui racismo institucional, saúde mental da população negra, barreiras de acesso aos serviços, atenção primária e cuidado culturalmente sensível, com visitas territoriais e rodas de conversa com trabalhadores da rede. O projeto faz parte das ações federais do Novembro Negro. Pra quem é estudante ou residente, vale abrir o edital e conferir as regras de seleção. Pra nós médicos, o assunto não fica só na imersão: barreira de acesso é algo que também chega ao consultório.

🧭 bússola do amo

o erro mais caro que você comete ao precificar a consulta

Checklist grátis: 5 passos pra parar de chutar o preço da consulta

por amo medicina

A forma mais comum de precificar entre médicos é olhar o que o colega cobra e copiar com uma pequena variação, o que só reproduz o chute de quem você copiou. O segundo erro, mais silencioso, é nunca revisar: cobrar o mesmo valor há anos só porque nunca parou pra recalcular.

Uma forma simples de sair do chute parte de três variáveis: custo de operação, quanto custa manter o consultório rodando dividido pelos atendimentos possíveis no mês, tempo real investido, não só a consulta mas preparo, retorno de mensagem e gestão do caso, e posicionamento de mercado, o que sua proposta de valor sustenta dado o nicho que você atende.

Comece pelo piso, o valor mínimo que cobre seu custo e paga seu tempo de forma justa, e nunca cobre abaixo dele. Preço não é uma verdade fixa, é uma hipótese que se testa, revisada a cada trimestre com dado real, não por impulso.

🌍 notícia do mundo

cientistas de Harvard fazem a célula destruir o receptor, em vez de só bloquear

Pesquisadora examinando uma placa de cultura de células em laboratório

Pesquisadores da Harvard Medical School e do Dana-Farber Cancer Institute criaram moléculas que eliminam um GPCR específico da célula, em vez de só bloquear sua atividade, numa técnica batizada de GTAC e publicada na Nature. Os GPCRs são uma família de mais de 800 receptores de superfície, alvo de cerca de um terço dos medicamentos aprovados pela FDA.

A molécula amarra o GPCR ao receptor de transferrina (TfR1), que entra na célula o tempo todo, e essa carona leva o alvo até o lisossomo, onde ele é degradado. Em células modificadas, a versão contra o AT1R derrubou a sinalização em até 90%, contra cerca de 30% do nanocorpo sozinho, resultado parecido com o de um BRA no mesmo sistema. Num modelo de psoríase em camundongos, a versão contra o CCR6 reduziu os sintomas. Ainda é pré-clínico e a divulgação não cita estudo em humanos, então a prescrição de amanhã continua igual.

🧬amo medicina

somos um hub de conteúdo médico e acompanhamos você em sua jornada na medicina. aqui, você encontra temas essenciais como marketing, finanças, carreira, tecnologia e atualidades do Brasil e do mundo. feito para médicos e estudantes de medicina, entregamos informações valiosas diretamente na sua caixa de entrada, todas as segundas e quintas-feiras, pontualmente às 06h36

🤝 divulgue sua empresa no amo medicina. clique aqui

👋 nos vemos segunda-feira

vamos chegar na sua caixa de entrada por volta das 06h36. alguns servidores de e-mail são chatos e atrasam um pouco… outros são terríveis e nos colocam no seu spam e/ ou promoções. sempre que não nos encontrar na caixa de entrada, procure nessas duas abas.