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Como o Open Health pode impactar os sistemas de saúde mundialmente?

A preocupação com o sistema de saúde brasileiro sempre foi uma pauta levantada entre a sociedade, mas em decorrência da pandemia da Covid-19, os olhares ficaram ainda mais voltados e exigentes para o setor.

Já existe um movimento que chegou para revolucionar a comunicação entre os sistemas de saúde público e privado, e ele se chama Open Health.

A notícia não tão boa é que esse movimento ainda não é uma realidade presente no Brasil. Mas calma, que logo ele chega!

📋 Esse é um item que, inclusive, está no #WishList das empresas de saúde, rs.

Demorou, né?!

Não é novidade que ferramentas tecnológicas já são aplicadas na saúde como medicamentos, equipamentos médicos, novos tratamentos, etc.

O problema é que, até então, essa modernidade toda não tinha sido colocada em prática para agilizar a comunicação no sistema da saúde.

🔎 Podemos comparar o funcionamento do Open Health, como o do Open Banking e o Open Insurance, que tem como finalidade compartilhar dados do paciente, mediante consentimento (respeitando sempre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), entre instituições de saúde e, assim, criar serviços e produtos mais vantajosos para os seus clientes.

A integração de dados por meio do Open Health será um grande diferencial competitivo em um mercado onde a competição é mega acirrada 🥊.

Por esse motivo, a expectativa é que essa integração prometida pelo Open Health não se limite a apenas estimular a competição entre as companhias, mas também traga uma integração entre o SUS e a rede privada.

Na prática

O movimento Open Health baseia-se na prática em que as informações sobre os pacientes sejam livremente compartilhadas entre empresas de planos e instituições de saúde para ajudar a melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e, em última instância, até mesmo ajudar a salvar mais vidas.

📃 Entre os dados que serão compartilhados estão os registros médicos eletrônicos até os dados genômicos.

Outro grande ponto positivo do compartilhamento das informações é possibilitar que pesquisadores desenvolvam novos tratamentos e curas para doenças e até mesmo criem ferramentas mais eficazes para diagnosticar e prevenir doenças.

Open Health ao redor do mundo

🌏 Não são poucos os países que têm aderido a sistemas de Open Health para ampliar o acesso a dados de saúde dos pacientes.

Porém, como na maioria desses países essa implementação ainda está em fase de testes, os resultados ainda não são tão concretos.

🇹🇿 Podemos citar como exemplo o Open Data for Health, da Tanzânia. Programa que coleta dados de hospitais e clínicas em todo o país para análise de como melhorar a qualidade dos cuidados dos tanzanianos.

🇮🇳 A Índia também conta com um programa chamado Open Health Information Exchange, que permite que os pacientes acessem online seus registros médicos.

Open Health no Brasil

O Ministério da Saúde ainda está analisando as possibilidades para implementar um sistema de Open Health, baseando-se na ideia do Open Finance, que promove o compartilhamento de dados financeiros entre pessoas e instituições bancárias, operadoras de câmbio, entre outros.

O objetivo dessa medida é estimular a concorrência no mercado de planos de saúde. Assim, o Open Health compartilharia dados de pacientes com as empresas de planos de saúde para ajudá-las a adaptarem seus preços às necessidades e realidades individuais.

Desafios

Quando o assunto é implementar o Open Health não só no Brasil, mas em todo o mundo, existem alguns desafios a serem superados, como, por exemplo, a conscientização do público em geral 🧠.

Ainda é uma realidade que as pessoas relutam em compartilhar informações pessoais, ainda mais quando são dados sobre sua saúde.

Infelizmente, esse fator pode dificultar as iniciativas do Open Health dentro da comunidade, já que geralmente esses programas exigem o consentimento entre as partes interessadas, inclusive entre prestadores de serviço de saúde, empresas de tecnologia e agências governamentais.

Outro grande desafio é a garantia de que os dados sejam de alta qualidade e confiáveis. Ou seja, pode ser um pouco difícil ter total garantia de que essas informações sejam atualizadas e precisas 🔎.

Por fim, o Open Health precisa encaixar com os sistemas de saúde já existentes, como, por exemplo, ser capaz de integrar com os registros médicos e prontuários eletrônicos.

Como você enxerga o Open Health? Acredita que ele pode revolucionar o setor da saúde 💡?

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